Nos primórdios das associações urbanas e por muito tempo depois, o gradativo afastamento desses conjuntos dos ambientes naturais, na medida em que eram constituídas e construídas essas associações, foi fundamental como proteção das dificuldades apresentadas pelos ambientes naturais, tais como relações presa-predador, levantamento de contenções contra as intempéries naturais, etc.
Ocorre que atualmente, tais estruturas agigantaram-se e tornaram-se freqüentemente em superestruturas, necessariamente ampliando-se e invadindo os ambientes naturais para a manutenção das necessidades sociais. Mesmo pequenos povoados têm essas necessidades de uso dos ambientes rurais uma vez que estão intimamente conectados aos grandes centros, seja fornecendo alimentos, mão-de-obra ou quaisquer outras riquezas. 

O distanciamento da Natureza trouxe-nos problemas de toda ordem, proporcionais ao tamanho dessas superestruturas. Saber quais são os problemas, como lidar com eles, como ser um cidadão sócio-ambientalmente consciente, é fundamental para que essa relação necessária torne-se mais pacífica, praticável e promova um bom convívio mútuo da sociedade urbanizada com os sistemas e processos naturais. 

O Terceiro Setor é a sociedade civil organizada procurando por si resolver os problemas por ela identificados. Tanto o cidadão quanto o Estado e a iniciativa privada têm o dever de conter os processos ambientais negativos atuais, interferindo positivamente na conservação da Vida. Essa atitude perfaz o efetivo exercício da cidadania e dá caráter sócio-ambiental verdadeiro a esses atores. 
O Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza, que veio preencher esse nicho, foi fundado em 1º de Agosto de 2005, em Caxias do Sul (RS) e qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP – em 14 de Março de 2006, data da publicação no Diário Oficial da União do Despacho da Ilmª Sr. Secretária Nacional da Justiça. 

Entidade sem fins lucrativos, apartidária politicamente, dedica-se à proteção e conservação da natureza, promoção do desenvolvimento sustentável e desenvolvimento de pesquisas e tecnologias com o envolvimento da comunidade em geral. Além disso, pretende reunir todos que se interessam pelas Ciências da Natureza, promovendo pesquisas em todos os níveis e campos, para a formação de grupos de estudo, pesquisa e consultoria nas matérias relativas à conservação da Natureza e encontros de caráter científico-cultural entre os estudiosos da Ecologia. 

Tendo por missão dirimir as discrepâncias entre o ser humano e o Ambiente Natural, apaziguando essa convivência necessária, a defesa do patrimônio natural e cultural da nação também são propostas de trabalho do Instituto Orbis, que convergirá sobre a saúde publica da população.
A preservação do Meio Ambiente conquistou um valor importante para a sociedade mundial, porque a própria continuidade dos processos produtivos pressupõe a sustentabilidade na exploração econômica dos recursos naturais. As empresas e os cidadãos podem encontrar no Instituto Orbis um parceiro em estratégias de sustentabilidade, oportunizando às futuras gerações um Meio Ambiente em condições iguais ou melhores do que as atuais. 

Além dos objetivos acima expostos, e não menos importantes, o Instituto Orbis apresenta ainda as seguintes metas:

  • Patrocinar a publicação de boletins, livros ou jornais sobre Ecologia, bem como a publicação de textos científicos em materiais próprios para a divulgação;

  • Estimular a criação de RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Nacional), Reservas Biológicas, Parques Nacionais, Estações Ecológicas, bem como quaisquer outros parques naturais para a conservação de espécies ameaçadas;

  • Desenvolver estudos e promover debates sobre o planejamento regional, organização e ordenação espacial;

  • Captar recursos Nacionais e Internacionais para a execução dos fins aqui propostos; e,

  • Favorecer mediante bolsas de estudo, bolsas de iniciação científica, contribuições, prêmios, concursos, publicações, o progresso das atividades científico-culturais do Instituto Orbis de Proteção da Natureza.

O Instituto Orbis como organizador da sociedade civil, crê que as empresas têm seu primeiro papel social junto ao seu corpo de funcionários. Estes, por sua vez, possuem suas famílias e o número de pessoas dependentes diretamente de cada empresa pode ser multiplicado por quatro, para se ter uma média. Essa unidade familiar compõe a base nuclear da sociedade como um todo, consumindo, utilizando serviços de terceiros para realizar o seu próprio papel social, interagindo de maneira ampla na sociedade. O número alcançado, agora, é, em última instância, o de dependentes diretos e indiretos de cada unidade empresária, que gira a roda social, fazendo com que o centro urbano progrida. Com isso, está descrito, pois, a mais visceral relação social de qualquer empresa.

Nesse sentido, passa a ser premente uma atuação mais condizente com o momento atual da sociedade por parte do empresariado. Essa questão, de forma alguma deixa de ser ambiental, uma vez que os núcleos urbanos são parte dos ambientes naturais, com fortíssima relação de dependência, tais como: água com suas nascentes, reservatórios e cursos d’água, áreas produtoras rurais aos centros urbanos consumidores, áreas essas que dependem profunda e diretamente de processos ecológicos naturais.


Gabriel Lazzarotto Simioni
Presidente do Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza